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Introdução

Definição

Os nevos melanocíticos, conhecidos geralmente por sinais ou pintas, são lesões cutâneas benignas que podem ser congénitas, se presentes à nascença ou nos primeiros tempos de vida, ou adquiridos, se surgem posteriormente ao longo da infância e adolescência, atingindo um pico nas terceira e quarta décadas de vida. Com o avançar da idade o seu número tende a diminuir. O aspecto é o de uma mancha acastanhada de dimensão variada. 

Os nevos melanocíticos congénitos agrupam-se, consoante a projecção do seu tamanho na idade adulta, em pequenos (<1,5 cm), médios (1,5-20 cm) e gigantes(>20 cm), sendo os gigantes os que requerem mais atenção. 

Os nevos melanocíticos adquiridos têm geralmente pequenas dimensões podendo ir aumentando de tamanho acompanhando o crescimento da criança.

Um tipo particular de nevos são os atípicos, que surgem também na infância e vão adquirindo características clínicas atípicas a partir da puberdade. Os nevos atípicos são diferentes dos vulgares por terem dimensões geralmente maiores, bordo mais irregular e cor menos homogénea. Podem surgir isoladamente ou em maior número nos casos da síndrome dos nevos displásicos em que, para além de serem múltiplos, estão associados a antecedentes familiares ou pessoais de melanoma maligno.

Frequência

Os nevos melanocíticos surgem em todas as crianças, sendo mais frequentes nas crianças com tons de pele mais claros.

Causa

Na sua origem estão factores genético-familiares e ambientais, nomeadamente a exposição solar intensa e/ou intermitente na infância. 

Sinais e sintomas

Em caso de alterações dos sinais, objectiváveis pelos cuidadores da criança, estes devem ser avaliados por um médico. 

No caso da síndrome dos nevos displásicos é mandatória uma vigilância apertada no sentido de detectar alterações na evolução de cada um deles e o aparecimento de novos.

Embora o melanoma maligno (tumor cutâneo maligno que pode surgir de novo ou sobre um nevo melanocítico pré-existente, particularmente se congénito gigante ou displásico) seja raro nas crianças, qualquer alteração de um nevo numa criança deve ser observada por um dermatologista.

O que fazer

A maioria dos nevos são benignos e não justifica nenhuma atitude terapêutica, a não ser, pontualmente, por questões estéticas ou por se situarem em áreas de traumatismo frequente. A avaliação dos nevos pode ser feita periodicamente, em especial nos casos em que são múltiplos.

Se necessária, a excisão de um nevo será recomendada pelo seu médico dermatologista.

Tratamento

O tratamento dos nevos nos casos anteriormente referidos é a excisão cirúrgica, devendo, sempre que possível ou em que haja alguma dúvida disgnóstica, ser enviados para exame microscópico. Alguns tipos de nevos podem ser destruídos por laser, mas esta é uma técnica que deve ser reservada.

Evolução / Prognóstico

A maioria dos nevos nas crianças e adolescentes é benigna.

Prevenção / Recomendações

A proteção solar adequada e o estar atento a quaisquer alterações de um sinal na criança ou adolescente ou o aparecimento “de novo” de um sinal com características estranhas, são os conselhos mais importantes para os pais e cuidadores.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

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