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Introdução

Definição

Mastalgia define-se como dor mamária.

Frequência

É o sintoma mamário mais comum e é mais frequente no sexo feminino. Cerca de 40% das adolescentes refere mastalgia e 70% das mulheres refere pelo menos um episódio ao longo da vida.

Causa

A dor mamária pode ser causada por uma hipersensibilidade às variações hormonais do ciclo menstrual, por alterações ou doenças mamárias (exº quistos mamários, infecção mamária, mamas grandes, soutien inadequado) ou por patologia com origem noutras localizações e que a jovem refere localizada à mama (exº: doenças musculares ou articulares no tórax, doenças do esófago, do pulmão, etc).

Sinais e sintomas

De acordo com a variabilidade temporal dos sintomas podemos classificar a mastalgia em dois grandes grupos:

  • Mastalgia cíclica – É a causa mais frequente, contribuindo para dois terços dos casos. Define-se como uma dor que surge na semana pré-menstrual e resolve com o aparecimento da menstruação. Relaciona-se com uma hipersensibilidade às alterações hormonais do ciclo menstrual e é habitualmente bilateral, envolvendo preferencialmente os quadrantes supero-externos. O início de contracepção hormonal combinada (CHC) pode associar-se a um agravamento, embora habitualmente resolva com a continuidade do tratamento.
  • Mastalgia não-cíclica – Não se relaciona com o ciclo menstrual, é frequentemente unilateral e de localização variável, podendo ser constante ou intermitente. Pode ter causas mamárias  ou extramamárias. Quando é devida a causas inflamatórias ou infecciosas (exº infecção mamária, quistos mamários inflamados) pode cursar com febre, arrepios e mal-estar geral. Algumas alterações que causam mastalgia não-cíclica podem ainda apresentar corrimentos mamilares cujo aspecto pode ser variável desde leitoso a esverdeado ou acastanhado.

O que fazer

  • Mastalgia cíclica – A dor mamária pré-menstrual é frequente e considera-se normal quando é ligeira e não interfere com as actividades de vida diária. Quando é uma dor intensa, duradoura e com impacto na qualidade de vida falamos em mastalgia cíclica. Nestes casos, a doente deve ser examinada por um médico de modo a excluir patologia mamária. Poderá ser útil um diário com registo dos episódios de dor.
  • Mastalgia não-cíclica – Nestes casos, a jovem deve ser sempre examinada por um médico.

Tratamento

Medidas comportamentais

A escolha de um soutien de suporte adequado e a prática regular de exercício físico contribuem para o alívio da dor, tal como a aplicação de compressas quentes e/ou gelo nas alterações inflamatórias.

A evicção de cafeína e nicotina parece também resultar numa melhoria da dor.

Tratamento farmacológico

  • Analgesia

Analgésicos como a paracetamol ou um anti-inflamatório oral ou local podem melhorar a mastalgia cíclica e não cíclica.

  • Contraceptivos hormonais combinados

Quando a dor surge associada à toma de contraceptivos hormonais combinados (CHC), habitualmente resolve nos primeiros 3 a 6 meses de tratamento. Quando tal não acontece, a redução da dose, a alteração do progestativo, a mudança de método ou da via de administração são opções válidas.

  • Antibioterapia

Está indicada apenas nos casos de mastite/abcesso mamário.

Cirurgia

Raramente é necessária nesta faixa etária. Poderá ser indicada em situações particulares como quistos complexos, com infecções recorrentes, fibroadenomas gigantes ou abcessos que não respondem a antibioterapia.

Evolução / Prognóstico

Na mastalgia cíclica, a resolução espontânea ao fim de 3 meses ocorre em 20-30% das doentes. No entanto, as recidivas são comuns. Nos casos de mastalgia não-cíclica, o prognóstico depende da identificação e tratamento da causa subjacente. É importante a tranquilização da doente e da família explicando que as doenças malignas primárias da mama são raras nesta faixa etária e raramente se acompanham de dor.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

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