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Introdução

Definição

Síncope, conhecida como “desmaio”, significa a perda súbita da consciência e da capacidade de manter a postura, traduzindo-se numa queda repentina.

Frequência

É frequente em idade pediátrica, especialmente na adolescência.

Causas

As causas de síncope podem ser diversas e são maioritariamente benignas.

O mecanismo geral relaciona-se com um período transitório de menor aporte de fluxo sanguíneo ao cérebro (perda de consciência) que desencadeia uma resposta de adaptação do organismo na tentativa de nivelar o corpo (queda) e promover desta forma uma maior irrigação cerebral e uma rápida recuperação.

A síncope de natureza benigna (vasovagal) pode ser desencadeada por variados estímulos físicos: calor, desidratação, posição estática durante longos períodos ou após um levante repentino, dor intensa, após um acesso intenso de tosse, após um episódio de choro prolongado ou até com o esforço da defecação. Pode também ser desencadeada por determinados estímulos psicológicos como sendo ansiedade e medo, por exemplo, ao ver sangue ou agulhas ao fazer análises em meio hospitalar.

Mais raramente podem estar subjacentes doenças potencialmente graves, nomeadamente neurológicas ou cardíacas. Podem também traduzir intoxicações a medicamentos ingeridos por acidente ou comportamentos aditivos com álcool ou drogas ilícitas.

A abordagem médica deve ser muito cuidadosa e detalhada de modo a poder excluir as causas graves, que apesar de muito raras, podem ser fatais.

Sinais e sintomas

A síncope pode ser precedida por alguns sintomas ou “pródromos” como sendo sensação de vertigem ou tontura, fraqueza, palidez, sudurese ou até alterações no campo visual descritas como “luzinhas a piscar” ou “nevoeiro”. Pode também ocorrer subitamente, sem nenhum sintoma prévio. Raramente, pode ser acompanhada por movimentos corporais involuntários tipo espasmo.

O episódio é habitualmente de curta duração e de recuperação rápida e espontânea. Não é habitual deixar sequelas ou défices, no entanto, pode haver alguma confusão mental ou até amnésia para o sucedido no período pós crise que rapidamente se resolve.

Descrever bem os sintomas e caracterizar as situações em que ocorreu a síncope ao seu profissional de saúde, assim como conhecer episódios semelhantes ou doenças graves na família, é um contributo fundamental para um correcto diagnóstico.

O que fazer

Após a crise colocar a criança/adolescente em posição de segurança (deitado de lado) e aguardar que recupere a consciência chamando calmamente pelo nome. 

Procurar um profissional de saúde logo que possível e eventualmente chamar assistência médica ao local se a perda de consciência for prolongada ou se tiver ocorrido alguma lesão ou traumatismo.

A criança/adolescente deve ser sempre tranquilizada acerca do sucedido e numa abordagem inicial deve ser feita uma observação detalhada para exclusão de lesões associadas à queda e para investigação da causa. 

Se necessário será pedida observação por outras especialidades como a Cardiologia Pediátrica ou Neurologia Pediátrica com a intenção de se excluirem causas graves e orientar o correcto tratamento.

Tratamento

O tratamento da síncope é feito de acordo com a causa subjacente. Na maioria dos casos não necessita de tratamento, apenas medidas preventivas e de suporte (ver adiante).

Evolução / Prognóstico

Após excluídas causas raras e potencialmente graves, na maioria das situações a síncope, apesar de poder repetir-se ao longo da vida, é benigna, de curta duração e com recuperação espontânea e completa, sem deixar sequelas ou défices.

Estas crianças podem ter uma vida normal, sem limitações mas devem no entanto ser educadas para o tema.

Prevenção / Recomendações

É muito importante tentar reconhecer os sinais e sintomas de alarme para poder adoptar precocemente uma posição segura, sentado ou deitado com as pernas elevadas e poder chamar por ajuda.

Devem evitar permanecer na posição ortostática , ou “de pé” durante períodos prolongados e ambientes muito quentes como saunas ou piscinas aquecidas.

É aconselhável o reforço hidrico e salino (trazer sempre uma garrafa de água na mala e eventualmente um pacotinho de snacks salgados como bolachas de água e sal ou frutos secos, evitando batatas fritas ou outros alimentos pouco nutritivos) evitando bebidas com cafeína.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

Mais informações.

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