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Introdução

Definição

Doença de carácter universal, resultante de mordedura de animais domésticos ou selvagens contaminados.

Predomina na Ásia e na África, embora possa ser encontrada nas mais diversas regiões do globo terrestre.

Em todo o mundo causa mais de 30 000 mortes por ano, cerca de 12 000 só na Índia.

Nos países desenvolvidos, onde a doença, dum modo geral, foi erradicada dos animais domésticos através de campanhas de vacinação, a transmissão pode dar-se através de mordedura de animais selvagens.

Os cães, através de mordedura, e, ocasionalmente, por lambidela de feridas, são os principais transmissores nos países em vias de desenvolvimento. Gatos, lobos, raposas, morcegos, chacais, jaritacacas, lémures, mangustas e guaxinins são também transmissores.

Transplante de órgão e da córnea também pode ser causa da transmissão.

O período que decorre entre a mordedura ou lambidela de ferida e o aparecimento dos sintomas e dos sinais da doença varia de dias a anos. Os períodos mais curtos estão relacionados com os seguintes aspectos: múltiplas mordeduras; local de mordedura próximo do sistema nervoso central, caso da face; mordedura directamente na pele não protegida por vestuário; crianças.

Cavalos e camelos podem contrair a doença mas geralmente não a transmitem ao ser humano.

Sinais e sintomas

Fase inicial: febre, dores de cabeça, vómitos, fraqueza, alteração de comportamento e grande resposta a qualquer estimulação do corpo; nalguns casos há formigueiro, coceira e diminuição de sensibilidade no local de entrada do vírus.

As graves manifestações do sistema nervoso surgem cerca de 4 a 10 dias após a sintomatologia inicial e podem ser de 2 tipos:

  1. raiva furiosa: horror à água, ansiedade, delírio, sufoco, aumento de quantidade de urina, convulsões, batimentos cardíacos irregulares, salivação abundante, erecção involuntária do pénis, vontade de morder e agitação incontrolável. É a apresentação mais frequente.
  2. raiva paralítica: paralisia que tem início nos membros e vai progredindo para o tronco e para a cabeça, ou paralisia incompleta de ambos os lados do corpo; rigidez da nuca, confusão e coma podem também estar presentes.

Ocorre também lesão cardíaca.

O que fazer

A presença dos sintomas e sinais acima referidos, num contexto de exposição confirmada ou suspeita, numa região onde existe a doença, não deixa margem para pensar noutras doenças. Deve-se pensar em raiva quando surgem os sinais e sintomas acima referidos

Tratamento

Uma vez presentes os sinais e sintomas, não existe tratamento que evite a morte do indivíduo afectado.

Vacina anti-rábica e Imunoglobulina anti-rábica não alteram a evolução.

Evolução / Prognóstico

A doença é irremediavelmente mortal.

A morte ocorre geralmente decorridas cerca de 1 a 3 semanas.

Prevenção / Recomendações

Os cães e os gatos devem ser vacinados para não contraírem a doença.

Transmitir à população informação muito concreta sobre o perigo da doença.

Construir casas que não permitem a entrada de morcegos.

Deve ser feita a vacinação de todo o ser humano susceptível de contaminação: por motivos profissionais; por viagem em zona de risco; por habitar em zona onde existe a doença.

As feridas resultantes de mordeduras de animais devem ser lavadas vigorosamente com água e sabão e desinfectadas com iodopovidona ou qualquer outro agente que combata o vírus.

O animal deve ser vigiado durante 10 dias e, se for notada qualquer alteração de comportamento, deve ser observado por um veterinário. Nunca matar logo o animal.

O indivíduo mordido deve iniciar imediatamente a profilaxia pós-exposição no esquema que varia com o seu prévio estado de vacinação:

O indivíduo não vacinado deve receber imunoglobulina anti-rábica e vacina anti-rábica.

O indivíduo vacinado previamente deve receber apenas vacina anti-rábica.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

Mais informações.

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