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Introdução

Definição

As crianças podem desenvolver uma infecção nos ossos (osteomielite), nas articulações (artrite séptica) ou nos músculos (piomiosite).

Frequência

De uma maneira geral são doenças pouco frequentes. As artrites são mais frequentes na 1ª infância e as osteomielites manifestam-se mais tarde. A piomiosite é ainda mais rara

Causa

As infecções são geralmente causadas por bactérias que estão presentes no nosso ambiente do dia a dia. A bactéria mais frequente responsável por uma infecção nos ossos, articulações ou músculos da criança é o “Staphylococcus aureus”. 

As bactérias podem entrar no nosso corpo de várias formas. Podem circular na corrente sanguínea após uma infecção banal como uma otite ou uma amigdalite. Ao entrarem na corrente sanguínea podem atingir o osso, uma articulação ou o músculo multiplicando-se em seguida dando origem a uma infecção no osso, na articulação ou no músculo. 

As infecções podem ainda ser secundarias a uma infecção local como uma ferida infectada ou consequência de uma fratura complicada por uma ferida com exposição do osso ou articulação.

Sinais e sintomas

As crianças com uma infecção músculo-esquelética apresentam na maioria dos casos os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Dor local
  • Aumento da temperatura local (calor ou rubor)
  • Dificuldade em mexer a zona afectada (impotência funcional) — podendo coxear ou mesmo recusar-se a andar no caso de a infecção atingir os membros inferiores ou a coluna 
  • As crianças podem apresentar-se irritadas ou num estado de letargia, recusarem a comida ou apresentarem vómitos  

Na maioria dos casos existe a história de um traumatismo anterior (o trauma pode ser um fator coadjuvante). Os sintomas da infecção neste caso podem ser mascarados pelo trauma. Como os Pais assumem que as queixas irão melhorar com o tempo, nestas situações o diagnóstico pode ser tardio.

O que fazer

Na presença de sintomas evidentes de febre, dor local intensa e dificuldade em mexer a zona afetada é fundamental que a criança seja observada por um médico rapidamente. Após a observação pelo médico a criança deve ser submetida a testes específicos que ajudam a confirmar o diagnóstico: analises especificas como hemograma, velocidade de sedimentação ou a Proteina C reactiva ajudam a diferenciar a infecção e a cultura de líquidos pode identificar a bactéria causadora da infecção e ajudar o médico a determinar qual o antibiótico adequado á infecção.

A imagiologia com a radiografia convencional, ecografia e a ressonância magnética pode ajudara o seu médico com imagens que ajudam a identificar a lesão e qual a forma mais adequada de a tratar se apenas com antibióticos ou se é necessário também cirurgia

Tratamento

Tratamento Antibiótico

O tratamento com antibióticos é essencial no tratamento das infecções músculo-esqueléticas. Inicialmente a sua criança vai ter necessidade de ser internada para lhe poderem ser administrados antibióticos na veia (endovenosa - EV). O tempo de administração vai depender da gravidade da infecção e da forma como ela reagir ao tratamento mas de uma forma geral a criança será internada 1 a 2 semanas. Assim que houver melhoria do quadro clinico a administração EV será substituída pela administração oral em xarope ou cápsulas num tempo total de 3 a 6 semanas. É muito importante que a sua criança tome os antibióticos de forma correta. 

Tratamento Cirúrgico

Nas infecções mais leves os antibióticos podem ser suficientes para resolverem a infecção. Contudo em muitas crianças há necessidade de remover através de cirurgia os tecidos infectados (drenar pús). Isto reduz a pressão local e a inflamação e melhora a resposta natural do organismo fazendo com que os antibióticos cheguem ao local da infecção com mais facilidade. Na maioria dos casos uma cirurgia é suficiente mas em casos mais complicados pode haver necessidade de drenar o pús duas ou mais vezes.

Evolução / Prognóstico

A maioria das crianças recuperará completamente após um tratamento adequado e não terão tendência para desenvolver uma infecção recorrente. Poderão assim retomar uma vida normal e brincar, jogar como as outras crianças. 

Em geral, quando a infecção é diagnosticada e tratada rapidamente, o prognóstico é melhor. Quanto mais tarde for o diagnóstico maior é a probabilidade de existir uma lesão dos ossos, cartilagem ou músculos... Nas infecções graves e prolongadas, as crianças podem desenvolver uma rigidez articular (diminuição da mobilidade da articulação), lesões da cartilagem de crescimento condicionado deformidade dos membros ou um membro mais curto. Ás vezes o osso torna-se mais frágil e propicia o aparecimento de fraturas. De uma maneira geral estas complicações são pouco frequentes.

Prevenção / Recomendações

No caso de sintomas de febre, dor local acompanhado de inchaço ou vermelhidão e dificuldade da criança em se mexer ou andar é mandatário recorrer ao seu médico assistente ou ao serviço de urgência pois quanto mais cedo for diagnosticada uma infecção melhor será o prognóstico.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

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