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Introdução

Definição

Infecções do aparelho digestivo, também conhecidas como febres entéricas.

Frequência

São relativamente frequentes nos países em vias de desenvolvimento e têm uma taxa de mortalidade de cerca de 10% se não tratadas precoce e correctamente.

Causa

Febres Tifóide e Paratifóide, também conhecidas como febres entéricas, são provocadas, respectivamente, pelas bactérias Salmonella enterica tiphy e Salmonella enterica paratiphy.

São transmitidas por ingestão de alimentos ou água contaminados com fezes ou urina infectadas.

Indivíduos que têm baixa acidez no estômago quer seja por intervenção cirúrgica a este órgão ou por estarem sob tratamento com medicamentos que diminuem a acidez gástrica são os mais susceptíveis.

Sinais e sintomas

O período que decorre entre a ingestão do agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas é geralmente 10 a 20 dias (mas pode variar entre 3 a 30 dias) para a Febre tifóide e 1 a 10 dias para a Febre paratifóide.

Febre, dores de cabeça, tosse seca, mal-estar geral, prisão de ventre e dor abdominal são geralmente os primeiros sintomas. Nalguns casos há vómitos e diarreia ligeiros. Muito raramente as alterações de comportamento como delírio e psicose são o sinal de apresentação.

A partir da primeira semana a situação vai-se agravando progressivamente - febre alta com batimentos cardíacos lentos, pulso fraco, depressão, delírio, fraqueza, psicose, sinais de meningite, pequenas manchas no tronco, grande distensão abdominal, respiração acelerada, diarreia tipo “puré de ervilha”, e hemorragia digestiva.

Na progressão da doença várias outras complicações podem surgir – sangramento nasal e lesões nos rins, fígado, coração e ossos.

Situações que se podem confundir com febre tifóide e febre paratifóide

  • Tuberculose
  • Malária
  • Infecções virais
  • Doenças malignas

O que fazer

Em ambiente onde é possível contrair a doença deve-se pensar nela se surgirem as manifestações clínicas acima mencionadas.

Deve-se recorrer de imediato a um estabelecimento de saúde para receber os cuidados necessários.

Tratamento

O tratamento deverá sempre ser orientado pelo médico / profissional de saúde.

Evolução / Prognóstico

Se não tratados cerca de 10% dos pacientes morrem.

A mortalidade é de aproximadamente 0,1% nos pacientes que recebem tratamento adequado.

1% dos casos pode evoluir para cronicidade e necessitar de tratamento prolongado.

Mesmo nos doentes bem tratados a doença pode ocorrer novamente.

Prevenção / Recomendações

Saneamento básico e água potável para as populações.

Usar água fervida ou desinfectada nos locais onde a sua qualidade é duvidosa.

Cozinhar sempre bem os alimentos e mantê-los sempre bem tapados.

Lavar sempre a fruta com água de boa qualidade.

Existe vacina para a Febre tifóide mas a sua eficácia ainda não é a mais desejável.

Cumprir rigorosamente as regras de higiene é mais importante que a vacinação.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

Mais informações.

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