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    Introdução

    A função das células do organismo depende de vários processos bioquímicos, os quais estão envolvidos na produção e transformação de energia, bem como no crescimento e desenvolvimento do corpo humano.

    Para que esses processos possam decorrer com normalidade, deve existir uma equilíbrio no meio interno, a que habitualmente se chama de homeostasia. Para esse equilíbrio do meio interno contribuem diversos factores. Um deles consiste na produção e excreção equilibradas de ácidos e bases pelo nosso metabolismo.

    A presença de ácido corresponde à presença de uma substância que liberta no meio interno um ião hidrogénio (H+). O oposto do ácido, a base, consiste na presença de uma substância que capta do meio interno um ião H+.

    A concentração de iões H+ no meio interno deve, portanto, ser relativamente estável numa situação de equilíbrio. Em diversas situações patológicas (de doença), perde-se este equilíbrio e o nosso organismo pode acumular um excesso de iões H+ (situação de acidose) ou ter um défice de iões de H+ (situação de alcalose).

    Estas alterações podem ser primárias, ou seja, a patologia está diretamente relacionada com o equilíbrio ácido-base. Por exemplo, ela pode ser consequência da incapacidade do rim para excretar ião H+; nesse caso estaríamos na presença de uma situação particular de acidose tubular renal.

    Noutras situações, as alterações são devidas a disfunções ou doenças que afetam secundariamente o equilíbrio ácido-base. Por exemplo, uma criança muito doente, com uma infecção grave, pode ter incapacidade para utilizar adequadamente o oxigénio nas suas células; então, as células começam a produzir uma substância ácida que resulta do metabolismo celular na ausência de oxigénio – o ácido láctico. A acumulação deste ácido faz com que o nosso organismo entre numa situação de acidose.

    O controlo do equilíbrio ácido-base é muito complexo e nele estão envolvidos mecanismos que se relacionam com o rim, o pulmão, algumas proteínas do plasma (ex.: albumina), algumas proteínas intracelulares (ex.: hemoglobina) e alguns componentes do osso (ex.: fosfatos).

    As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

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