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Introdução

Definição

A cólera é provocada pela bactéria vibrio cholerae, que prolifera em regiões onde há falta de água potável e de saneamento básico.

A bactéria tem algumas características que merecem destaque:

É eliminada pelas fezes.

Pode ser transportada por moscas e outros insectos para a água e para os alimentos.

A sobrevivência no mar e nos mariscos refrigerados é cerca de 2 semanas, sendo geralmente mais curta nos outros alimentos.

É inactivada pela maioria dos desinfectantes e por temperaturas superiores a 58˚ durante 15 minutos.

Transmissão

Ocorre por ingestão de água ou alimentos contaminados.

Crianças, idosos, alcoólicos, indivíduos que tomam medicamentos para diminuir acidez do estômago, ou tenham baixa acidez no estômago por qualquer outro motivo, são os mais sensíveis.

Depois do consumo de água ou alimentos contaminados podem passar 2 horas a 5 dias, ou mais, até que a pessoa se sinta doente.

No organismo humano a bactéria pode sobreviver durante muito tempo sem dar sintomas.

Sinais e sintomas

A doença manifesta-se por diarreia.

Esta pode ser ligeira e passar dentro de horas ou poucos dias.

Mas pode ser muito grave, cor de água de arroz, e durar vários dias.

Após início da diarreia podem surgir vómitos.

Pode haver febre ligeira em crianças.

Nos casos muito graves um adulto pode perder mais de 25 litros de líquidos em 24 horas, através de diarreias e vómitos.

O doente pode ter muitas cãibras.

Quando se deve pensar em cólera

Pensar em cólera em todo o indivíduo com mais de 5 anos de idade com diarreia abundante, cor de água de arroz, que em poucas horas ou dias o leva à grande emagrecimento e fraqueza extrema.

Tratamento

Começar os cuidados em casa antes de conseguir chegar a um serviço de saúde:

Beber grandes quantidades de líquidos.

Uso de saquetas contendo sal e açúcar em quantidades equilibradas, fornecidas nos postos de saúde ou dispensadas por activistas durante epidemias é o ideal.

Dissolver 1 saqueta em1 litro de água desinfectada (2gotas de lixívia a 5% por cada litro, deixando actuar pelo menos meia hora) ou fervida.

Se saquetas pré-preparadas não estiverem disponíveis, as populações devem ser treinadas para preparar alternativas durante as epidemias. Dois exemplos:

  • Solução composta por 1 litro de água desinfectada ou fervida, a que se adiciona açúcar (2 colheres de sopa) e sal de cozinha (1 colher de chá).
  • Solução de água de arroz, temperada com sal, a que se adiciona, por cada cerca de 1 litro, 1 colher de sopa de açúcar.

Casos graves são tratados nos centros improvisados para o tratamento, nos centros de saúde ou nos hospitais, com soros pela veia.

Prevenção / Recomendações

Utilizar apenas água com qualidade certificada pelas autoridades competentes.

Nos locais em que a rede pública é incapaz de fornecer água de confiança deve-se beber só água engarrafada industrialmente, fervida ou desinfectada (2 gotas de lixívia a 5% por cada litro de água, deixando atuar pelo menos meia hora).

Frutas, legumes e saladas devem ser mergulhadas, antes de serem consumidas, durante meia hora, em água desinfectada com lixívia (10 gotas de lixívia por cada litro de água).

Comer só alimentos bem cozinhados e ainda quentes, especialmente os provenientes de rios, lagos ou mar e, quando tiver de guardá-los, tapá-los bem;

Lavar sempre bem as mãos com água limpa, antes de comer e preparar alimentos, e depois de defecar e cuidar de doentes.

Desinfectar a casa e utensílios com lixívia.

Usar sempre casas de banho ou latrinas.

Aqueles que não têm casa de banho ou latrina devem desinfectar as fezes com lixívia e enterrá-las a seguir.

Roupas dos doentes devem ser fervidas pelo menos 5 minutos e secas ao sol.

Se as roupas forem lavadas na máquina esta deve ser programada para temperaturas mais elevadas.

Manter as casas e os quintais sempre limpos e enterrar o lixo.

Evitar ir à casa dos doentes e contactar com os seus utensílios.

Evitar banhos em rios, lagos e mar.

Não realizar cerimónias de lavagem de cadáveres e distribuição de alimentos e bebidas durante o velório.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

Mais informações.

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