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Introdução

Definição

Anisocória define-se como diferença no tamanho da pupila entre os dois olhos.

A pupila, também chamada “menina dos olhos”, corresponde a um orifício no centro da íris (estrutura responsável pela cor dos nossos olhos) que permite e regula a entrada de luz no olho, tal como o diafragma de uma máquina fotográfica.

O tamanho ou diâmetro da pupila é geralmente simétrico, ou seja, igual nos dois olhos, e depende do Sistema Nervoso Autónomo, composto pela via parassimpática (responsável pela contracção da pupila, que fica mais pequena) e via simpática (que permite a dilatação da pupila, ficando maior). Quando estamos em condições de pouca luz ou na escuridão, as pupilas ficam maiores, acontecendo o inverso quando enfrentamos a luz.

As vias simpática e parassimpática têm origem em partes distintas do Sistema Nervoso mas ambas têm terminações nervosas que controlam os músculos da íris; ao longo do seu trajecto contactam diversas estruturas cuja patologia pode comprometer a normal regulação da íris, afectando assim o tamanho da pupila de um ou dos dois olhos; quando a patologia afecta apenas um dos lados, as pupilas ficam de tamanho diferente, surgindo anisocória (figura 1).

Figura 1. Anisocória, com pupila do olho esquerdo maior do que do olho direito

Frequência

Cerca de 20% da população saudável apresenta anisocória fisiológica, sendo esta a causa mais comum na idade pediátrica, não estando associada a nenhuma patologia.

Causa

Quando detectamos uma diferença no tamanho da pupila, é importante a avaliação de um oftalmologista. Para além da referida anisocória fisiológica, existem muitas doenças capazes de provocar assimetria pupilar, nomeadamente enxaqueca, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais ou aneurismas da artéria carótida. A anisocória pode também ser causada por gotas que são usadas para dilatar a pupila de forma intencional mas colocadas no olho de forma acidental, por patologia da própria íris que não esteja relacionada com o Sistema Nervoso Autónomo ou até com complicações do parto.

Sinais e sintomas

 anisocória é geralmente assintomática e muitas vezes detectada de forma acidental.

Por vezes, dependendo da causa, poderá haver associação com outros sintomas e sinais, nomeadamente:

  • ptose palpebral (a pálpebra mais descaída, parcial ou totalmente), parecendo que o olho “está mais pequeno”
  • diferença de cor entre os dois olhos, com o olho afetado apresentado coloração mais clara
  • visão dupla ou diplopia, quando os nervos que controlam o movimento dos olhos também são afectados, ocorrendo desalinhamento entre os 2 olhos (figura 2); nesta circunstância pode parecer que “um dos olhos não se mexe tão bem como o outro”
  • dificuldade na leitura, por compromisso de um músculo dentro do olho que nos permite ver ao perto
  • dor de cabeça ou dor no pescoço

O que fazer

A avaliação por um oftalmologista é mandatória, pelo que deverá ser consultado assim que possível.

  • O primeiro passo é saber em que condições a anisocória é maior (se na luz ou na escuridão), para se determinar qual dos olhos está afetado. De seguida, poder-se-ão fazer alguns testes com aplicação de determinadas substâncias, sob a forma de gotas ou colírios, para se perceber se estamos perante uma situação benigna ou potencialmente grave.

Os exames complementares de diagnóstico poderão passar por tomografia computorizada ou ressonância magnética da cabeça, pescoço e / ou tórax; análises ao sangue e / ou urina ou até punção lombar.

Tratamento

Não existe tratamento para a anisocória mas sim para a causa, podendo passar por tratamento médico ou cirúrgico.

Em certas circunstâncias, nomeadamente numa condição benigna chamada “Pupila de Addie”, poderão ser prescritos óculos de leitura ou, em alternativa, um colírio que permite melhorar a visão de perto.

Evolução / Prognóstico

O prognóstico da anisocória é variável, dependendo da causa.

Prevenção / Recomendações

Sempre que se detecta uma diferença no tamanho da pupila, deverá ser consultado um oftalmologista o mais rapidamente possível, dada a possibilidade de se tratar de uma condição que possa colocar em risco a vida do doente.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

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