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Introdução

As alergias medicamentosas podem ocorrer quando o sistema imunológico reconhece um medicamento como uma substância estranha e tenta protegê-lo contra ela. Embora qualquer medicamento possa causar uma reacção alérgica, os antibióticos são a fonte mais comum de alergias relacionadas a medicamentos.

Os sintomas de uma alergia medicamentosa podem ocorrer rapidamente, minutos após a primeira dose, ou podem começar vários dias após a toma continuada do medicamento.

Sinais e sintomas

Os principais sintomas são: lábios inchados, vermelhidão pelo corpo, comichão no corpo e nos olhos e manchas na pele.

Embora estes sejam os sintomas mais comuns podem ocorrer outros mais graves, tais como anafilaxia, onde a criança pode apresentar falta de ar, alteração da cor da pele (lábios roxos), desmaio e vómitos.

O que fazer

Assim que surgirem os primeiros sintomas deve ser procurada ajuda de um profissional de saúde.

O primeiro passo será o de suspender o medicamento em questão e procurar outra alternativa para continuar o tratamento. Se necessário, além da substituição do medicamento em questão poderá ser prescrito anti-histamínico ou corticoide que irão aliviar os sintomas da alergia.

Diagnóstico

O estudo alergológico baseia-se em dados obtidos pela história clínica obtida nas consultas e pode envolver a realização de testes cutâneos e análises ao sangue.

História clínica (importante os pais/cuidadores levarem o máximo de informação possível para a consulta)

  • O medicamento que pensam ter causado os sintomas
  • O motivo de ele ter sido receitado
  • Descrição da reacção
  • Data e hora da reacção
  • Número de doses tomadas até ao aparecimento da reacção.

Testes sanguíneos

Consiste na colheita de sangue, através da qual, com certas análises é possível diagnosticar em alguns casos alergia a determinados medicamentos

Testes cutâneos

Consiste em colocar a pele em contacto com concentrações crescentes do medicamento que se suspeita causar alergia e observar se surge reacção. Inicialmente a pele do antebraço é picada com uma lanceta através de uma solução que contém o medicamento e aguarda-se que surja alguma reacção nesse local. Se não houver reacção vão-se fazendo mais picadas através de soluções com concentração cada vez maior, até se completar o procedimento. O teste permite perceber se a criança tem reacção mesmo a quantidades mínimas do fármaco.

Posteriormente fazem-se os testes intradérmicos em que se injeta na pele uma pequena quantidade de uma solução que contém o medicamento e aguarda-se que surja alguma reacção nesse local. Se não houver reacção vão-se fazendo mais injeções na pele usando soluções com concentração cada vez maior, até se completar o procedimento.

Estes procedimentos podem causar uma resposta alérgica, sendo por isso realizado em meio hospitalar com profissionais habilitados a tratar estas situações. A maioria das reacções que ocorre é ligeira, sendo o risco de reacções graves baixo.

Prova de provocação oral

Consiste na forma mais fidedigna de confirmar uma possível alergia. Este procedimento pode causar uma resposta alérgica, sendo por esse mesmo motivo realizado em meio hospitalar com profissionais habilitados a tratar estas situações. A maioria das reacções que ocorre são ligeiras, sendo o risco de reacções graves baixo.

Durante a prova são administradas doses crescentes do medicamento a que a criança é alérgica em intervalos de 15 minutos a 2 horas para avaliar o possível aparecimento de reação (inicialmente é colocado um cateter endovenoso, que permite a administração rápida de medicação de emergência se necessário).

Evolução / Prognóstico

Na maioria dos casos o prognóstico é favorável, embora haja um risco de mortalidade associado aos doentes que apresentam reacções anafiláticas.

As alergias medicamentosas deverão ser consideradas definitivas, pelo que a substituição da medicação deve ser permanente.

Prevenção / Recomendações

No final do estudo deverá ser fornecido aos familiares/cuidadores o nome do medicamento estudado, confirmação ou não da alergia ao medicamento assim como medicação a evitar no futuro e aquela que pode ser feita em alternativa.

As informações da Pedipedia não substituem nem devem adiar a consulta pessoal com um profissional de saúde qualificado.

Mais informações.

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